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Pandemia pode agravar problemas no quadril em crianças

Especialista afirma que má postura e muito tempo em uma mesma posição, podem
contribuir com desiquilíbrio muscular da região

CURITIBA, 13/05/2021 – A pandemia da covid-19 trouxe o isolamento social e,
com ele, o afastamento de milhões de crianças das escolas e das atividades
físicas como aulas de esportes. Por conta disso, especialistas têm ficado
atentos ao possível aumento no número de casos de problemas nos quadris dos
pequenos. Segundo estudos da área de biomecânica, focados na postura, é
comprovada a relação entre ficar longos períodos em uma mesma posição
(sentado, por exemplo), com possível desenvolvimento de problemas no
quadril.

De acordo com o especialista da Sociedade Brasileira do Quadril, o médico
Ângelo Lima, é possível que as dores no quadril sejam reflexo da má postura
das crianças. ‘‘Não manter uma postura correta pode trazer prejuízos ao
quadril’’, diz Lima. ‘‘Isto está relacionado, principalmente, ao
desiquilíbrio muscular, com encurtamento dos posteriores da coxa e dos
flexores do quadril’’, afirma. Devido à essa preocupação, o especialista
alerta aos pais. ‘‘É preciso insistir para que as crianças façam intervalos
periódicos, levantando-se, fazendo alguma caminhada, mesmo que dentro de
casa, e algum exercício de alongamento’’, destaca o médico.

Apesar do que muitos podem pensar, o quadril não serve apenas como ponto de
apoio do fêmur. Segundo a SBQ, maior entidade sobre o assunto no país, o
quadril é uma das articulações mais importantes do corpo humano. Além de
permitir a caminhada, corrida e saltos, a articulação tem como objetivo
suportar o peso do corpo. ‘‘O quadril é uma articulação de movimento amplo
e, caso fique muito tempo parado, pode trazer problemas como desiquilíbrio
muscular, inclinações, rotações, anteversão ou retroversão, além de
alterações no nível da coluna’’, explica o doutor Ângelo Lima.

Recuperação

Caso haja problemas passíveis de tratamentos médicos, é possível que
diversos casos sejam revertidos. Outro fator que pode ajudar na recuperação
das crianças é o desenvolvimento. Segundo o especialista da SBQ, isso se dá
por conta da elasticidade. ‘‘As crianças possuem uma capacidade de
elasticidade maior que a dos adultos, o que contribui para uma melhora mais
rápida’’, afirma.

O médico alerta ainda que, caso as dores persistam, é preciso procurar a
ajuda de um especialista para corrigir a situação. Segundo ele, no entanto,
é melhor prevenir. ‘‘O ideal é procurar a ajuda de um fisioterapeuta ou
mesmo um educador físico para orientação de exercícios de alongamento e
fortalecimento da musculatura da região pélvica e da coluna’’, completa.

Publicado em: 16/05/21 745


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