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Outono propicia aumento de casos de alergia ocular em crianças

Segundo a OFTALMOPEDIATRA DRA. MARCELA BARREIRA, a conjuntivite
alérgica sazonal é, de longe, a mais comum. “A maior parte dos casos
é mediada por IgE. Isso significa que a alergia se desencadeia
imediatamente após o contato com o alérgeno. Esse tipo de
conjuntivite é diferente daquelas causadas por vírus ou bactérias”.

ELES ESTÃO EM TODA PARTE

 Entre os alérgenos que podem desencadear uma conjuntivite alérgica
estão os ácaros, o pólen, pelos de animais, mofo, produtos de
higiene pessoal, produtos de limpeza e poluição. Embora a alergia
ocular seja mais comum no outono e na primavera, ela pode acontecer em
qualquer época do ano.

 “A maior prevalência nessas estações está ligada ao ar mais seco.
O ar seco e a falta de chuva são fatores climáticos que mantêm os
alérgenos pairando no ar, bem como presos às superfícies. É comum
no outono tirar roupas, mantas e cobertores dos armários. E sabe-se
que é usual um acúmulo de ácaros em roupas guardadas por muitos
meses”, explica Dra. Marcela.

DIFERENCIAIS

 A conjuntivite alérgica tem características que a diferencia das
infecciosas.

 “A coceira é o traço mais marcante desse tipo de conjuntivite. Não
é contagiosa e pode se estender por até seis semanas, caso não seja
tratada. A secreção costuma ser mais esbranquiçada, enquanto as
conjuntivites infecciosas costumam deixar uma secreção amarelada,
típica da infecção”, afirma Dra. Marcela.

TRATAMENTO ESPECÍFICO
 O tratamento da conjuntivite alérgica é diferente dos casos
infecciosos, já que muitas vezes é preciso tratar o quadro alérgico
de forma global.

 “O tratamento da conjuntivite alérgica é mais demorado. Isso porque
há picos de exacerbação e picos de melhora, como qualquer tipo de
alergia. Geralmente, são utilizados dois medicamentos para tratar os
casos alérgicos: um antialérgico e algum tipo de corticoide em forma
de colírio”, diz Dra. Marcela.

 Há casos de conjuntivite alérgica severa em crianças, que
necessitam de um tratamento prolongado, mas são menos prevalentes.

 Quando a criança tem conjuntivite alérgica crônica é preciso
acompanhar regularmente com um oftalmopediatra, além de controlar os
fatores que podem desencadear a alergia. Se os pais já têm
conhecimento do que aumenta a alergia, o ideal é evitar que a
criança entre em contato com estes alérgenos.

 “Vale lembrar que nenhum medicamento deve ser usado nos olhos sem a
devida prescrição médica, especialmente quando falamos de colírios
com corticoide ou qualquer outro colírio”, finaliza a médica.

DICAS

        * Compressas de soro fisiológico frio nas pálpebras podem ajudar na
eliminação da secreção acumulada e pode aliviar a coceira
         * Evitar ao máximo deixar a criança coçar os olhos, pois esse
hábito pode desencadear problemas na córnea, como ulceração
corneana
         * Manter a casa limpa
         * Retirar tapetes, cortinas e qualquer outro adorno que possa
acumular pó
         * Se possível, usar um umidificador de ar nos ambientes em que mais
a criança fica
         * Seguir corretamente a prescrição médica quanto à dose e o
tempo de uso dos colírios

Publicado em: 10/05/21 114


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