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Instituições beneficentes de Minas pedem ajuda para sobreviver a crise econômica; saiba como fazer uma doação

Foto divulgação
Entidades acolhem crianças, jovens, adultos e idosos que precisam de atendimento especial em um momento difícil

Há 30 anos, o projeto se mantém integralmente, com ajuda da sociedade civil

A crise que se abateu sobre a economia brasileira devido à pandemia da covid-19 chegou até as instituições beneficentes, que sobrevivem de doações e atendem os mais necessitados. 

A Sociedade São Vicente de Paulo, que ajuda moradores de regiões carentes de Belo Horizonte e Região Metropolitana, que estão passando por um momento difícil financeiramente, é uma das entidades que sofreram com a queda nas doações no último ano.

“Desde dezembro do ano passado, houve uma queda mais expressiva em todos os tipos de doações. Com isso, muitas das nossas conferências estão passando dificuldade. Aquelas conferências que atuam em regiões onde existem um número elevado de pessoas com mais necessidades estão passando por uma grande baixa na doação”,  explica o presidente do Conselho Metropolitano de Belo Horizonte da Sociedade São Vicente de Paulo, Wellington Corrêa. 

O representante da instituição pede ajuda para continuar o projeto: “Nesse momento de dificuldade, a gente pede que aquelas pessoas que estão com condição ajude as nossas conferências, que atuam em toda BH e Região Metropolitana. Contamos com ajuda para passar essa dificuldade momentânea. Temos muita fé em Deus e pedimos que acabe com esse vírus e que a vacina chegue para todos”.  

Para ajudar, entre em contato pelo telefone: 3349-1700

Casa de Acolhida Padre Eustáquio

A Casa de Acolhida Padre Eustáquio (CAPE) também é uma das instituições que está enfrentando dificuldades para conseguir sobreviver a essa crise econômica.

Com o objetivo de amparar e proporcionar estrutura a crianças e adolescentes durante o tratamento oncológico, a entidade atende cerca de 500 pessoas, como conta a superintendente da instituição Mônica Araújo.

“A Cape acolhe crianças e adolescentes de várias partes do país, principalmente do interior de Minas. A Cape acolhe atualmente mais de 500 crianças e adolescentes, com seus acompanhantes”, explica.

A dificuldade de manter uma instituição beneficente com 100% de doações já era grande e ficou mais desafiador da covid-19, como lembra Mônica.  

“Com mais de um ano de pandemia, os desafios se tornaram ainda maiores. A gente tem buscado o apoio da sociedade para que a gente consiga permanecer acolhendo e dando assistência de qualidade a todos nossos assistidos”, afirma. 

Mônica também pede a colaboração da população para seguir com o projeto: “Neste primeiro trimestre, a dificuldade ficou ainda maior. Nós tivemos uma perda significativa de doadores mensalistas. Por isso, eu queria convidar as pessoas da comunidade a abraçar essa causa”.

Para ajudar, entre em contato pelo telefone 3401-8000 ou acesse o site da Cape.

Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus 

Com 52 anos de existência, a instituição filantrópica Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus também vive um ano difícil para manter as contas em dia com a queda na arrecadação de doações. 

A gerente do Núcleo, Luciana Vieira, explica que são mais de 80 pessoas, entre crianças, jovens e adolescentes, que possuem sequelas de paralisia cerebral, atendidos pela entidade. Além delas, 40 idosos em situação de vulnerabilidade social são acolhidos pela instituição. 

“Nosso atendimento é pautado na assistência social, que busca a garantia do direito dos nossos acolhidos na instituição. Estamos vivendo um momento de muita dificuldade e de crise no nosso país. O núcleo não está fora dessa realidade”, explica. 

Luciana completa: “Nós tivemos que fechar as portas da nossa instituição para as visitas e automaticamente com isso perdemos com a doação. Nós temos um bazar, que está fechado há mais de um ano, que ajudava bastante na sustentabilidade da instituição. Tivemos uma queda de mais de 73% da arrecadação com o fechamento do bazar”. 

Para ajudar, entre em contato pelo telefone 0800 031 5600

Projeto Assistencial Novo Céu

Projeto Assistencial Novo Céu,  que cuida de pessoas com paralisia cerebral e sobrevive a partir de doações, está entre as instituições que sofreram financeiramente durante a pandemia da covid-19. 

Há 30 anos, o projeto se mantém integralmente, com ajuda da sociedade civil, por meio de doações financeiras ou de produtos de necessidade dos acolhidos. 

“A pandemia afetou todos os setores da sociedade. Com o terceiro setor, principalmente, quem doava e perdeu o emprego, por exemplo, deixou de doar. Quando as pessoas conseguiam visitar a instituição, elas levavam bastante doações para a instituição, como fraldas e roupas, para serem vendidas no nosso bazar presencial. Com as visitas suspensas, deixamos de receber essas doações”, esclarece uma das diretoras voluntárias do Novo Céu, a  jornalista Ana Luísa Alves.   

Com o isolamento social e a suspensão das visitações ao projeto, o jeito foi migrar para o mundo virtual.  “A gente teve que se adaptar a esses tempos, onde a vida passou a ser toda digital. Criamos um perfil do bazar online do Novo Céu para facilitar que a compra ocorra de forma online”, relata.

Para ajudar, entre em contato pelo número no 3368-6860 ou acesse o site Novo Céu.

Central Única das Favelas de Minas Gerais (CUFA)

Durante a pandemia da covid-19, quem sempre se preocupou com a dor do outro encontra dificuldade para manter a ajuda aos mais necessitados. Esse é o caso da Central Única das Favelas de Minas Gerais (CUFA).

No início da pandemia, a entidade, como explica o presidente Francis Santos, se reinventou e deu início a dois novos projetos para amparar quem estava sendo afetado pela crise gerada pelo novo vírus. 

“Quando começou a pandemia, em março do ano passado, focamos em projetos de ação humanitária. Criamos duas ações: mães da favela e CUFA contra o vírus. O objetivo foi promover a arrecadação de alimentos e produtos de higiene, além de fazer com que a informação circulasse de modo que as pessoas entendessem a importância de se cuidar e se isolar de modo saudável, com alimento dentro de casa”, explica.

Porém, as doações também vêm sofrendo impacto, uma vez que muitos comércios estão fechados e o desemprego está crescendo. O ativista pede ajuda para manter as ações. “Gostaríamos de convidar as pessoas que possam contribuir, que nos ajudem com doações em nosso site”, solicita.

Para colaborar, basta acessar o site da CUFA, clicando aqui.  

O Bom Samaritano de Contagem

O projeto social O Bom Samaritano de Contagem também está sofrendo com a redução nas doações. Uma das coordenadoras da entidade, Ana Paula Rodrigues pede ajuda da população para conseguir manter a alimentação de pessoas que passam por dificuldades neste momento. 

“Desde março do ano passado, buscamos atender a famílias em situação de extrema vulnerabilidade, que estão precisando de alimentos, produtos de higiene e máscaras. Com a ajuda da sociedade, conseguimos entregar mais de mil cestas básicas. Porém, desde dezembro deste ano as doações reduziram muito e a fome aumentou. 

Ela lamenta: “Nós estamos em um momento em que estamos entre a cruz e a espada.  De um lado nós temos a covid-19 matando tantas pessoas e do outro lado temos a fome que não tem assombrado muitas famílias e muitas crianças, que não conseguem entender a situação que estamos vivendo hoje”. 

Para colaborar, basta acessar o perfil do O Bom Samaritano no Facebook, clicando aqui

Lá da Favelinha

Um dos coordenadores, Kadu dos Anjos explica o funcionamento do projeto, que busca combater a fome.

“É uma iniciativa independente, que gera muita oportunidade e renda aqui no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Há mais de um ano a gente está no combate à fome durante a pandemia. Ano passado, com iniciativas privadas, a gente conseguiu alimentar mais de 270 mil pessoas”, contou.

Kadu conta que a boa ação não parou na distribuição das quentinhas e que o projeto também entregou 60 mil cestas básicas. O gesto solidário repercutiu até internacionalmente, com direito a uma reportagem publicada no renomado jornal The New York Times, dos Estados Unidos.

No entanto, com o prolongamento da pandemia, a situação foi se agravando e os recursos para a manutenção da distribuição também ficaram mais escassos. Por isso, o projeto pede ajuda para seguir distribuindo esperança, alento, mas, sobretudo, comida a tantos necessitados.

Para ajudar, deixe uma mensagem no perfil do projeto no Instagram, clicando aqui.

Compartilhando Empatia

Renata Vilela, idealizadora do projeto, conta que ele já distribuiu mais de 75 toneladas de alimentos e produtos de higiene a pessoas carentes e que passam por ainda mais dificuldades em meio pandemia.

Renata detalha o processo para as famílias receberem as doações e alerta para as dificuldades de sustentar a continuidade do projeto.

“As famílias beneficiadas são cadastradas em parceria com líderes comunitários e comunidades carentes nas cidade. A entrega das sextas é feita com todas as medidas de segurança e higiene. Cada uma delas contém alimentos para adultos e crianças e itens de higiene”, disse.

“Hoje, após um ano do início da pandemia, o que presenciamos é uma situação caótica, preocupante, drástica, na qual muitas pessoas estão passando dificuldades com a vinda da segunda onda de uma forma muito forte, misturado ao fim do auxílio emergencial”, finalizou.

Para ajudar, acesse o perfil do projeto no Instagram, clicando aqui.

Publicado em: 04/04/21


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