Thumbnail 1
Radio Portal Inconfidentes

Futebol é motivação, a pandemia mudou o repertório das equipes

A pandemia da covid-19 veio alterar o cotidiano a que estávamos habituados,
incluindo a forma como vivemos o desporto e principalmente o futebol.

O PhD, neurocientista e neuropsicólogo Fabiano de Abreu
<https://www.instagram.com/fabianodeabreuoficial/> comenta o tema sob a sua
perspectiva e as alterações mais evidentes.

“A ausência de torcida, o silêncio nos estádios, a falta de incentivo e
estímulos dos torcedores para os jogadores, a ausência do calor humano,
tudo isso afeta o psicológico dos jogadores negativamente já que estavam
adaptados a um outro cenário. Por mais que crie novos fomentos de estímulos
para motivar os jogadores, o subconsciente não esconde a realidade vivida,
unificada a essa atmosfera sombria em que vivemos. “, inicia.

O neurocientista aborda a importância dos estímulos e em como toda a carga
emotiva e condicionantes mentais interferem em todo o esquema.

“Os jogadores são movidos pelos estímulos, não só da vitória e da meta para
o título, mas há também o estímulo de momento. Estímulos de meta não são os
mesmos de momento, que podemos até chamá-lo de empolgação. Adrenalina,
noradrenalina, dopamina, ocitocina, GABA, acetilcolina, glutamato,
endorfina, serotonina, todos esses neurohormônios estão envolvidos na
vontade e desempenho dos jogadores e um grito de torcida é um estímulo
imediato que pode ser determinante no impulsionamento de cada instante do
jogador. “, esclarece Abreu.

A competência das equipes e o seu desempenho decaiu largamente e esse
fenômeno pode ser observado em vários campeonatos do mundo.

“Vimos o Flamengo campeão brasileiro, mas com um desempenho abaixo, mas que
sobressaiu pelo elenco muito acima dos demais, em Portugal vimos o Sporting
com um elenco sem nomes famosos ganhar o campeonato que não ganha há 19
anos. Nas cinco melhores ligas europeias, segundo o “ranking” UEFA, apenas
na Alemanha é que o campeão lidera o campeonato nesta fase, com o Bayern de
Munique. Na Espanha vemos o Atlético de Madrid com uma vantagem confortável
para os rivais Barcelona e Real Madrid. Em Inglaterra, o Manchester City,
na França o Lille, na Itália Inter de Milão. “, argumenta.

Segundo Abreu, a ciência pode ajudar a explicar todos estes fenômenos e em
jeito de conclusão ele deixa uma questão:

“Será que ainda há dúvidas que a torcida faz uma diferença enorme? A
Neurociência explica. Se eu fosse presidente de um clube, contrataria
neurocientistas-biólogos ou neurocientistas-psicólogos para cuidar da
motivação do grupo.”

Publicado em: 16/05/21 177


Escreva sua resposta

Seu e-mail não será publicado.

*
*

Card image

Sua logo com link aqui por apenas R$ 120, 00 por ano