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Em novo disco solo, mineiro Enzo Banzo brinda aos que ardem de amor e coragem

“O brinde por enquanto é discreto, diante de tanta dor. Mas é necessário, é força para seguir.”
Crédito de capa: Binho Miranda
Novo disco solo de Enzo Banzo, Amor de AM é um gesto-brinde aos que ardem de amor, paixão e coragem

Saulo Duarte assina a produção musical do álbum, que tem nas rádios AM do país sua maior inspiração 
Ouça aqui

“O brinde por enquanto é discreto, diante de tanta dor. Mas é necessário, é força para seguir.” Essa é apenas uma das tantas declarações amorosas que Enzo Banzo faz sobre seu novo disco solo, Amor de AM[ouça aqui]. 

Disponível nas principais plataformas digitais, a obra teve produção musical de Saulo Duarte e sai agora via o selo Matraca Records (YB Music). Conhecido pelo seu trabalho dentro da banda Porcas Borboletas – que segue muito bem, obrigada -, o mineiro Enzo Banzo se volta paralelamente para este caminho solo, embriagado de amor e embalado pelas ondas sonoras emitidas pelos radinhos de pilha que decoram suas lembranças mais pueris e sinceras.

A sintonia do Amor de AM

O nome do disco nasceu de uma conversa de bar entre Banzo e o paulista Gustavo Galo, que brincaram sobre o AM das rádios e o AM de “amor”.

“A palavra Amor começa com AM, igual a frequência de rádio que atravessa os rincões do Brasil, e que tem dentre suas essências a veiculação de canções amorosas, dessas nas quais o ouvinte reconhece a própria história, se reconhece”, comenta Banzo sobre o ponto de partida da faixa que dá nome ao disco, “Amor de AM”, composta também em parceira com Galo. “Fato é que ali são costuradas referências variadas, começando com um inusitado cruzamento entre Roberto Carlos e Erasmo (‘Eu te amo, te amo, te amo’, ‘Detalhes’) e o amor livre de Roberto Freire, autor do livro ‘Ame e dê vexame’”, completa.

“Venho do interior, de uma cidade mineira com menos de 20 mil habitantes. A formação musical de quem vem desse contexto é muito variada. Lá em casa ia-se do Caetano da minha mãe ao Tonico e Tinoco do meu pai; também ouvia o que passava na TV (rock, estávamos nos anos 80); e lembro da viola caipira que meu primo tocava quando passávamos o domingo na roça”, remonta Banzo. “Esse mundo que chegava a mim sem que eu pedisse era, sobretudo, o das canções de amor, o das canções de AM. Isso marcou a minha formação e a minha memória sem que eu tivesse muita consciência disso. Amor de AM é um  elogio ao mundo do rádio, ao mundo das canções que se propagam, ao modo como esses mundos ficam cravados na gente, injetados pelas tecnologias e pelos sentimentos”, o músico reflete com carinho.

Banzo também acredita que divulgar Amor de AM, neste momento, funciona como um gesto solidário, provocando uma brecha poética em meio ao caos. “Olhando para dentro, refleti: a minha crença maior está no poder da arte em ser a força da vida. Cantar é manter-se vivo, é disseminar poderosas energias vitais. Não por acaso, tudo que é da cultura virou alvo de quem odeia a vida. Nos querem mudos. Tudo é tão triste, mas é preciso cantar. Cantar o amor, forma superior da vida. Cantar o humor, a leveza da existência”, pontua.

Processo criativo entre “Brasis”

Já com dois singles anteriormente divulgados – “Burrice de Amor” e “Olhando Longe” – Amor de AM é Brasil não somente em sua poética de rádio, mas também por conta de seu processo criativo, e de todo mundo que participou dele. 

Banzo nos conta mais sobre isso: “cruzar o Norte-Nordeste com Minas, passando por São Paulo, foi algo que acabou acontecendo no disco. Saulo Duarte, que é paraense – e passou boa parte da vida no Ceará -, é o produtor do álbum e trouxe muitas referências de lá. Fizemos a produção na casa do Victor Bluhm, baterista que é cearense. Rendeu um divertido clima Ceará-Minas na Vila Madalena [bairro paulistano] que acho que repercute no disco”.

Por que ouvir canções de amor?

Sonoramente, em Amor de AM Banzo flerta com o pop e o brega, mas é possível encontrar elementos diversos ao longo das 9 faixas. O que une todas essas toadas é o amor. O amor popular, universal, aquele fácil de cantar junto e agudo no peito na hora de sofrer sozinho. Ou seja, o amor que todo mundo já viveu ou viverá um dia. Nas palavras de Banzo, Amor de AM é “um canto a favor do amor, um gesto-brinde contra o medo de amar. Para amar é preciso ter coragem”. Tim-tim e traz mais uma rodada seu moço, por favor. É que o meu amor começa com A e depois vem M. É que o nosso amor, meu amor, é um Amor de AM.

Publicado em: 16/05/21 332


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