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A tecnologia como aliada – ou vilã – da educação…

A realidade institucional no Brasil é peculiar e varia conforme as
limitações de cada região. “Cada estado brasileiro tem problemas
educacionais diferentes a serem trabalhados e pensados”, diz Ana Regina
Caminha Braga, psicopedagoga mestre em Educação e especialista em gestão
escolar. “A forma como cada local investe a verba pública destinada às
escolas faz muita diferença. Precisamos focar na construção de biblioteca
multimídias, na compra de materiais didáticos e na formação dos
professores”, afirma.

Se aqui a discussão é entender como a inserção da tecnologia afeta o
posicionamento das escolas, é preciso destacar que o eixo de todo esse
trabalho deve ser sempre o aprendizado do aluno. “A responsabilidade de
atuação do professor vai além das condições sociais e econômicas do local em
que atua. Ainda assim, é preciso compreender a realidade dos estudantes para
que sejam traçadas as melhores ações e estratégias de ensino”, explica.

Nesse sentido, é possível levantar um diálogo sobre a participação do aluno
e a prática docente. “Não é apenas utilizar somente uma ferramenta
tecnológica, mas sim conhecer a teoria e mediar com a prática”, aponta.
“Para isso, é essencial uma formação continuada dos professores com o apoio
dos colegas da escola e órgãos da Educação”, complementa Ana Regina Caminha
Braga.

Publicado em: 29/10/20


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