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  • A tensão das avaliações e sua real eficácia

    | Cliques: 368 A tensão das avaliações e sua real eficácia

    Dia de prova, e agora? Bastam as avaliações escolares começarem para que as
    crianças entrem em pânico, fiquem ansiosas e até desesperadas. As avaliações
    geram nos pequenos um misto de sentimentos, como o medo, a frustração e a
    preocupação. Esse é um processo delicado em que nós professores precisamos
    estar atentos e preparados, afinal, dia de prova é esperado com estresse e
    nervosismo por grande parte das crianças que estão sendo avaliadas. 

     

    As crianças veem as provas como um julgamento do que é certo ou errado e
    levam isso a sério. E o ato que rotula é evasivo aos colegas, que por
    instantes constroem suas relações com base naquela visão. Toda essa
    ansiedade e tensão pré-avaliação podem acabar levando a criança a níveis de
    estresse fora dos padrões para a idade. Tal tensão pode desencadear sintomas
    demasiados como enjoo, diarreia, pressão baixa, taquicardia, sensação de
    desmaio, choro e sentimento de incapacidade. 

     

    Se pararmos pra pensar, não são raros os momentos que vemos crianças de oito
    anos, por exemplo, que no dia da prova já acordam estressadas,
    mal-humoradas, falando para os pais que estão nervosas, que não conseguem
    comer, isso mesmo tendo estudado a matéria. Não é raro e deve sim, chamar
    nossa atenção para a questão: Será que os métodos avaliativos atuais são
    realmente eficazes? Vou dar outro exemplo: Gabriel é um menino inteligente,
    que precisava de determinada nota em matemática, porém, seu professor era
    rígido e tratava a avaliação de forma muito dura. Qual o resultado? Mesmo
    tendo estudado, Gabriel ficou nervoso e teve uma crise de choro do começo ao
    fim da avaliação, atrapalhando seus resultados.

     

    Por esses e outros motivos, devemos parar e refletir sobre os métodos
    avaliativos usados em nossa educação, em como eles refletem nos alunos e em
    como nós podemos melhorá-lo, para uma real avaliação, sem toda essa tensão.
    O fato é, não existe um culpado para a situação aqui discutida, mas sim, um
    conjunto de fatores que precisam e devem ser avaliados, para se possível,
    serem melhorados, para que alunos e s professores não sofram nesse processo.
    Afinal, o professor é a porta de entrada e de abertura ao novo, pois é ele
    que acompanha o aluno do primeiro ao último dia de aula. Se essa mediação
    não acontece de maneira tranquila, alguns problemas, como os já citados,
    podem ser revelados e precisam ser encaminhados para soluções adequadas,
    evitando assim maiores prejuízos.

     

    *Ana Regina Caminha Braga  é escritora, psicopedagoga e especialista em
    educação especial e em gestão escolar.

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